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NOVOS EMPREGOS: RN registra menor desempenho dos últimos anos em 2025

O Rio Grande do Norte registrou encerrou 2025 forte desaceleração na geração de vagas e configura o menor saldo anual desde a pandemia da covid-19. Com saldo positivo de 15.870 empregos formais, segundo dados do Novo Caged, o estado obteve 257.414 admissões e 241.544 demissões ao longo do ano. Em 2020, o registrou resultado negativo de 3.146 desligamentos a mais que o número de contratações.

Em comparação com 2024, quando o RN havia registrado saldo de 34.156 postos, a queda foi de mais de 53%. O resultado de 2025 também ficou abaixo dos saldos observados em 2023 (22.496 vagas), 2022 (21.030) e 2021 (32.692), evidenciando um ritmo mais fraco de expansão do emprego formal no estado.

Ainda assim, o RN acompanhou a tendência nacional de crescimento do emprego ao longo do ano. Em 2025, o Brasil fechou o período com saldo positivo de 1.279.498 vagas com carteira assinada, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. Todas as unidades da federação tiveram resultado positivo no acumulado do ano, com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia em números absolutos, e Amapá, Paraíba e Piauí nas taxas proporcionais de crescimento.

No recorte setorial potiguar, o setor de Serviços foi o principal responsável pelo saldo positivo no Rio Grande do Norte em 2025, com 5.218 vagas, resultado de 106.936 admissões e 101.718 demissões. Ainda assim, esse saldo é quase 70% inferior ao registrado em 2024, que terminou com 16.920. Na sequência apareceram a Indústria, com saldo de 5.036 postos, e o Comércio, que criou 4.722 vagas no acumulado do ano.

Na Agropecuária, o resultado positivo foi de 1.093 empregos, enquanto a Construção Civil foi o único setor a fechar o ano no vermelho, com saldo negativo de 208 vagas, reflexo de 38.782 admissões e 38.990 desligamentos, diferente de 2024 quando criou 5.171 vagas.

Em nível nacional, todos os cinco grandes setores tiveram desempenho positivo em 2025, liderados pelos Serviços que teve um saldo positivo de 758.355 empregos (3,29%), impulsionado principalmente pelas áreas de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (318.460 ou 3,12%) e de Administração Pública, Defesa e Seguridade Social, Educação, Saúde e Serviços Sociais (194.903 ou 3,12%).

O Comércio nacional registrou saldo positivo de 247.097 postos formais (2,3%), enquanto a Indústria criou 144.319 empregos (1,6%), com destaque para os segmentos de Fabricação de Produtos Alimentícios (49.039) e Manutenção, Reparação e Instalação de Máquinas e Equipamentos (17.021). Já o setor da Construção gerou 87.878 postos formais no ano (3,1%), e a Agropecuária apresentou saldo positivo de 41.870 empregos (2,3%).

Dezembro agrava resultado do ano

O enfraquecimento do mercado de trabalho potiguar ficou ainda mais evidente em dezembro de 2025, quando o estado registrou saldo negativo de 5.306 empregos formais, com 15.879 admissões e 21.185 demissões. Apesar de ser comum o saldo negativo nos meses de dezembro, o resultado é o pior para o mês desde abril de 2020, quando, logo após o decreto mundial da pandemia da covid-19, o RN perdeu mais de 10 mil postos formais. O saldo negativo de dezembro de 2025 também superou, de forma expressiva, o registrado no mesmo mês de 2024, quando o estado havia fechado com –2.843 vagas.

Todas as atividades econômicas apresentaram retração no último mês de 2025. O maior impacto veio do setor de Serviços, que perdeu 2.304 postos, seguido pela Construção (–1.723), Agropecuária (–511), Indústria (–501) e Comércio (–267).

No país, o saldo de dezembro foi de -618.164 vagas, com perdas em todos os setores e em todas as unidades da federação. O Ministério do Trabalho e Emprego comunicou que isso fez reduzir o resultado acumulado do ano, embora sem revertê-lo para o campo negativo. Segundo a pasta, “historicamente, o mês de dezembro apresenta retração no mercado de trabalho formal em razão de fatores sazonais. Em 2025, a variação mensal foi de -1,26%, resultado compatível com o padrão histórico do Novo Caged, cuja média para dezembro de 2023 e 2024 foi de –1,07%.”

Entre as unidades federativas, as maiores perdas ocorreram em São Paulo, com –224.282 postos (–1,51%), Minas Gerais, com –72.755 (–1,44%), e Paraná, com –51.087 vagas (–1,52%).

O salário médio real de admissão em dezembro de 2025 foi de R$ 2.303,78, registrando leve recuo em relação a novembro de 2025, quando o valor era de R$ 2.315,44, uma variação negativa de R$ 11,86 (–0,51%). Na comparação com dezembro do ano anterior, já descontados os efeitos sazonais, o indicador apresentou aumento de R$ 57,18, o que corresponde a uma alta de 2,55%.



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