O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) afirmou ter encontrado o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em estado emocional fragilizado durante uma visita realizada neste sábado (31). Segundo ele, Bolsonaro estava “abatido e apático”.
A visita marca o primeiro encontro presencial de Carlos com o pai desde que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a retomada de visitas de familiares aos fins de semana.
Críticas a Mauro Cid
Em publicação nas redes sociais, Carlos Bolsonaro atribuiu a situação do pai ao ex-ajudante de ordens Mauro Cid, a quem responsabilizou diretamente pelas consequências judiciais enfrentadas pelo ex-presidente.
“Não relato isso como demonstração emotiva, mas como registro estritamente factual”, escreveu Carlos. Em seguida, afirmou que Mauro Cid seria “um dos principais responsáveis pelo esfacelamento de pessoas de bem e pela destruição de milhares de famílias”.
Relato da visita
Carlos detalhou momentos da visita, relatando um encontro marcado por simplicidade e forte carga emocional. Segundo ele, pai e filho dividiram “algumas cascas de pão” durante o tempo juntos e houve até espaço para um momento de leveza.
“Encontrei o presidente Jair Bolsonaro abatido, apático e soluçando. Comemos algumas cascas de pão de forma. Lavei seus talheres de plástico e ainda consegui arrancar uma risada do meu pai. Objetivo alcançado”, escreveu.
A visita ocorreu na Papuda, onde Bolsonaro cumpre pena.
Situação carcerária
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, unidade conhecida como “Papudinha”. Ele foi transferido para o local no início deste ano, após decisão do Supremo Tribunal Federal, deixando a Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Além de familiares, o ex-presidente está autorizado a receber advogados, médicos e outras pessoas previamente autorizadas pela Corte.
Condenação
Bolsonaro foi condenado no fim de 2025 por envolvimento na trama golpista que, segundo a decisão judicial, tinha como objetivo interferir no resultado das eleições presidenciais de 2022 e promover um golpe de Estado.
O caso segue sendo um dos episódios mais sensíveis do cenário político brasileiro recente, com forte repercussão entre apoiadores e críticos do ex-presidente.


