Um dos maiores nomes do esporte paralímpico brasileiro morreu neste sábado, em Natal. Adriano Gomes de Lima, campeão paralímpico e dono de nove medalhas em Jogos Paralímpicos, faleceu aos 52 anos após enfrentar um sarcoma (câncer ósseo), diagnosticado em 2024.
Ao longo de sua carreira, Adriano conquistou um ouro, cinco pratas e três bronzes em quatro edições dos Jogos Paralímpicos — Atlanta 1996, Sydney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008 — desempenho que o coloca entre os maiores medalhistas paralímpicos da história do país. Ele ainda representou o Brasil nas Paralimpíadas de Londres 2012 e Rio 2016, ampliando sua longevidade no alto rendimento.
Além das Paralimpíadas, Adriano teve uma trajetória dominante nos Jogos Parapan-Americanos, participando de cinco edições e acumulando 30 medalhas. Em Campeonatos Mundiais de natação paralímpica, somou outras 12 medalhas, consolidando-se como referência internacional da modalidade.
O Comitê Paralímpico Brasileiro divulgou nota de pesar neste domingo, destacando a importância do atleta para a consolidação do movimento paralímpico no país. Em 2025, Adriano esteve entre os atletas homenageados nas comemorações pelos 30 anos da entidade, reconhecimento reservado a nomes considerados fundamentais na história do esporte paralímpico nacional.
Em junho deste ano, Adriano foi convidado para a cerimônia de abertura do Meeting Paralímpico, em Natal. Na ocasião, celebrou a evolução do paradesporto no Brasil e destacou o papel do investimento contínuo na formação de atletas. “Eu comecei a nadar em 1993, dois anos antes da fundação do CPB. Não é por acaso que o Brasil está sempre entre os 10 melhores nos Jogos Paralímpicos”, afirmou.
A natação entrou na vida de Adriano como parte de um processo de reabilitação, após um acidente de trabalho que o deixou paraplégico aos 17 anos, quando caiu de um telhado durante uma obra. O que começou como terapia tornou-se uma carreira marcada por disciplina, resiliência e resultados históricos.
O sepultamento de Adriano Gomes de Lima está marcado para 16h30 deste domingo (8), no Cemitério do Bom Pastor, em Natal. A morte do atleta representa uma perda significativa para o esporte brasileiro, mas seu legado permanece como símbolo de superação e excelência no paradesporto.


