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Vendas na construção civil mais que dobram no 4º trimestre na Região Metropolitana de Natal

Dados divulgados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do RN (Sinduscon/RN) e pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RN), em parceria com a Brain Inteligência Estratégica, apontam aumento em mais de 100% nas vendas de unidades verticais em Natal e Região Metropolitana (RMN) no último trimestre de 2025, no comparativo com igual período de 2024. Na Região Metropolitana, por sua vez, as vendas triplicaram, resultando em uma alta de 202%.

De acordo com o levantamento, foram 594 unidades verticais vendidas em Natal nos últimos três meses do ano passado, contra 295 no mesmo período de 2024. Na RMN, foram 284 unidades vendidas no 4º trimestre de 2025 ante 94 do ano anterior.

No comparativo do acumulado de 12 meses, o crescimento foi menor para Natal, de 41% (1.119 em 2024 e 1.581 em 2025), ao passo em que na Região Metropolitana a variação foi negativa (-25%), com a venda de 1.464 unidades em 2024 e 1.104 no ano passado.

Para Francisco Ramos, vice-presidente de Mercado Imobiliário do Sinduscon/RN, o setor deve seguir aquecido por conta de fatores como a redução da taxa Selic.

“A expectativa de queda da Selic, maior disponibilidade de crédito imobiliário, recursos do FGTS em níveis recordes e poupança com liquidez relevante formam um cenário positivo, somado a uma demanda que segue aquecida. As empresas estão com projetos estruturados, aguardando o melhor momento para lançamentos. A redução dos juros deve estimular a aquisição de novos imóveis, especialmente com a chegada de empreendimentos enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida [MCMV]”, pontuou Ramos.

O vice-presidente do Sindicato ressaltou que a prioridade é atender à demanda do MCMV para manter o ritmo de crescimento do setor e ampliar o acesso à moradia nos próximos anos.

O avanço das vendas em Natal e Região Metropolitana está acompanhado da expansão do número de lançamentos no período analisado. Segundo a pesquisa, o aumento no volume de unidades lançadas em 12 meses foi de 13% na capital (saiu de 1.435 em 2024 para 1.625 no ano passado). Na RMN, a alta foi de 39% (553 em 2024 e 771 em 2025). Segundo Lucas Finoti, consultor da Brain, 2025 foi um ano bastante positivo para o mercado imobiliário de Natal e RMN.

“Tivemos crescimento tanto nos lançamentos quanto nas vendas, alcançando recordes no período pós-pandemia. Um dos principais fatores que explicam esse desempenho é a estabilidade no nível de emprego no Brasil, com taxas de desemprego historicamente baixas. Esse cenário aumenta a confiança do comprador e impulsiona a decisão de aquisição do imóvel”, avaliou.

Preço médio do m² vertical em Natal cresce 16,5%

O preço médio do metro quadrado (m²) vertical em Natal (R$ 9.449) continuou em trajetória de alta e encerrou o quarto trimestre de 2025, com valorização acumulada relevante. Desde 2022, o indicador registra crescimento consistente, com elevação de 16,5% apenas nos últimos 12 meses (em 2024 o preço médio por m² era de R$ 8.109), o que reflete fatores como aumento de custos, qualificação dos empreendimentos e demanda aquecida.

Entre os bairros com maior valor por metro quadrado estão Petrópolis (R$ 12.367), Tirol (R$ 10.293) e Areia Preta (R$ 10.252), enquanto regiões como Pajuçara (R$ 5.614) e Cidade da Esperança (R$ 5.980) aparecem entre os menores valores, evidenciando a diversidade de perfis e oportunidades no mercado local.


Dois dos bairros com maior valorização por m² – Capim Macio e Tirol – são também os que registraram maior volume de lançamentos no quarto trimestre de 2025, com alta de 44% e 13%, respectivamente. Na RMN, o destaque foi o bairro Jockey Club, em Parnamirim, com expansão de 17% nesse recorte.


Nessas áreas, a predominância é de unidades verticais de dois e três dormitórios e produtos de médio padrão e luxo. Marcelo Toscano, diretor de operações do Sebrae/RN, afirma que o bom desempenho da construção civil gera efeitos diretos em toda a cadeia produtiva, especialmente para os pequenos negócios.

“A construção civil é uma cadeia ampla e extremamente relevante para o Rio Grande do Norte, com impacto direto sobre os pequenos negócios — desde fornecedores e prestadores de serviço até empresas de tecnologia e logística”, ressaltou.

“Quando o setor cresce, esse movimento se reflete em geração de renda, oportunidades e fortalecimento de toda a base empresarial que gira em torno da construção. Estamos trabalhando com capacitações, monitoramento e apoio à gestão para inserir cada vez mais o pequeno negócio dentro dessa cadeia. O objetivo é que essas empresas estejam preparadas para atender à demanda crescente, ganhar competitividade e participar ativamente do desenvolvimento da construção civil no estado”, concluiu Toscano.

Com informações: Tribuna do Norte

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