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Economia Parnamirim

Panamirim é o segundo município com maior geração de empregos no RN em 2025

Os municípios de Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba e Extremoz foram os que registraram o melhor desempenho na geração de empregos formais no Rio Grande do Norte em 2025, puxados por setores como serviços, comércio e indústria. Por outro lado, as cidades potiguares que mais perderam vagas de emprego, ou seja, onde o número de demissões superou o de contratações, foram Mossoró, Assú, Currais Novos, São José do Seridó e Espírito Santo. Nesses municípios, os setores que apresentaram maior retração no número de vagas foram construção, indústria e serviços. Os dados estão disponíveis no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).

A capital potiguar encerrou 2025 na liderança estadual da geração de empregos, com saldo positivo de 7.108 novas vagas, resultado de 106.671 admissões e 99.563 demissões. O grande destaque foi a indústria, que registrou saldo de 3.724 novas vagas na cidade. Em segundo lugar no RN, Parnamirim ficou com saldo geral de 2.167 postos criados. O setor que se sobressaiu foi o de serviços, com 1.339 novas vagas.

Por outro lado, Mossoró, que registrou o pior saldo entre os municípios potiguares, teve o desempenho puxado pelos serviços, setor que fechou 2.592 vagas. No entanto, o desempenho final do município (-1.393) foi compensado por outras atividades, especialmente a agropecuária, que teve saldo positivo de 361 postos. Em nota, a Prefeitura de Mossoró disse acompanhar de perto os dados e afirmou que “continua trabalhando para incentivar o crescimento econômico, apoiando os empreendedores, visando ampliar as oportunidades de emprego na cidade”.

Além dos números do Caged, o secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico do RN, Hugo Fonseca, explicou que o resultado de Mossoró pode estar ligado à perda relativa de competitividade da circunscrição municipal frente a outros polos da região, especialmente em setores estratégicos.

“Atividades ligadas à cadeia de petróleo e gás, historicamente relevantes para a economia mossoroense, passaram a se instalar em municípios vizinhos, reduzindo a capacidade local de geração de emprego e renda”, disse.

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